Entenda os motivos que levaram a inelegibilidade de Pablo Marçal

Por Ellen Mafra Na noite desta sexta-feira (21), a Justiça Eleitoral em São Paulo condenou o empresário Pablo Marçal (PRTB) a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos. A sentença para tornar Marçal inelegível, a contar de 2024, foi […]

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23/2/2025 17:37

Por Ellen Mafra

Na noite desta sexta-feira (21), a Justiça Eleitoral em São Paulo condenou o empresário Pablo Marçal (PRTB) a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos.

A sentença para tornar Marçal inelegível, a contar de 2024, foi assinada pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorn, da 1ª Zona Eleitoral, que aceitou duas ações. Uma protocolada pelo PSOL e outra pelo PSB.

Segundo os autores das ações, o empresário teria vendido seu apoio político para impulsionar a campanha eleitoral de candidatos a vereador. A divulgação custaria R$5 mil e eram feitos a partir de vídeos publicados na internet. Em uma das gravações, Marçal disse

“Eu tô concorrendo a uma eleição desleal aqui onde eu não uso dinheiro público e os ‘bonitões’ gastam R$ 100 milhões para fazer propaganda enganosa e aqui eu quero te fazer uma pergunta: Você conhece alguém que queira ser vereador e é candidato, que não seja de esquerda, tá, esquerda não precisa avisar. Se essa pessoa é do bem e quer um vídeo meu para ajudar a impulsionar a campanha dela cê vai mandar esse vídeo e falar mano, olha aqui que oportunidade, né? Essa pessoa vai fazer o que? Ela vai mandar um pix para a minha campanha de doação, pix de cinco mil. Fez essa doação, eu mando o vídeo. Vai clicar aqui no formulário, clicou aqui no formulário, cadastra, a equipe vai entrar em contato. Tamo junto, fechou, você ajuda daqui em São Paulo e eu ajudo daí. Bora, bora ganhar esse negócio”

De acordo com o juiz Zorz, o empresário, além de fazer propaganda eleitoral negativa,  utilizou as mídias digitais para disseminar fake news sobre o sistema de arrecadação eleitoral. “Ficou demonstrado que o réu Pablo Marçal ofereceu apoio político por meio de vídeo para impulsionar campanha eleitoral de candidatos a vereador [que não estivessem em partidos de esquerda] em troca de doação do valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para sua campanha eleitoral”, escreveu Zorz.

A vice candidata da chapa de Marçal, Antonia de Jesus (PRTB), também era ré das ações analisadas, mas foi absolvida pela Justiça. Para Zorz, Antonia seria “mera beneficiária da conduta” de Marçal e que não existe “indicação de que participara diretamente do vídeo” contestado.

Após a sentença do juiz, a defesa de Pablo Marçal entrará com um recurso junto à Justiça Eleitoral de São Paulo. O ex-couch afirmou  que “tudo será esclarecido”. “Gravei milhares de vídeos de apoio político para candidatos a prefeito e vereadores em todo o país e estou em paz por não ter feito nenhum vídeo em troca de apoio financeiro, conforme demonstrado na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Continuo acreditando na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido durante o processo de recurso”, declarou.

Pablo Marçal foi candidato a prefeito de São Paulo nas eleições municipais de 2024 e obteve um total de 1.179.274 de votos (

28,14% dos votos válidos), terminando a disputa em terceiro lugar, não concorrendo ao segundo turno.