Por Ellen Mafra Nesta quarta-feira (29), o Congresso Nacional, localizado em Brasília, foi iluminado com as cores rosa, branco e azul, em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Trans. Com iniciativa das deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), a reprodução das cores da bandeira aconteceu à noite. A data comemorativa da visibilidade […]
Por Ellen Mafra
Nesta quarta-feira (29), o Congresso Nacional, localizado em Brasília, foi iluminado com as cores rosa, branco e azul, em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Trans. Com iniciativa das deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), a reprodução das cores da bandeira aconteceu à noite.
A data comemorativa da visibilidade trans, 29 de janeiro, é celebrada há 20 anos e tem como objetivo promover a visibilidade de pessoas trans e travestis, combatendo a discriminação e preconceito sofrido por essa população.
Em suas redes sociais, a deputada Erika Hilton celebrou o dia da visibilidade trans, publicando uma foto do Congresso com as cores da bandeira. “É um compromisso de que, mesmo em um Congresso conservador e que se coloca contra o avanço dos nossos direitos, ninguém apagará nossa luz, e nós continuaremos sempre lutando e avançando pela existência plena e a vida digna de cada pessoa trans deste país.”, escreveu a deputada.
Erika Hilton é a primeira deputada federal negra e transexual eleita no Brasil. Em 2022 conquistou 250 mil votos em São Paulo e, escolhida pela bancada PSol-Rede, tornou-se Representante
na
Câmara dos Deputados. Em seus projetos, Hilton atua em prol das comunidades negras e LGBTQIAPN+. Assim, ontem, (29), no dia da visibilidade, apresentou um projeto de lei para criar uma política nacional de saúde mental voltada à população trans, que busca a criação de ambulatórios especializados para atender essa comunidade.
A também deputada federal, Duda Salabert, postou em suas redes sociais a foto do Congresso Nacional, comentando que só a visibilidade não basta mais. A população trans não aceitará mais os políticos usarem a bandeira da comunidade para conseguirem votos e depois desfazer o que foi falado, negociando os direitos previstos. “Não somos massa de manobra”, afirma Salabert.